sexta-feira, 3 de agosto de 2007

e o luto continua

Esta semana não pude postar no blog. As aulas na faculdade retornaram, e os trabalhos e leituras também. Mas nos deixou esta semana também Michelangelo Antonioni, outro mestre, do cinema italiano.
Eu ainda não vi as obras de Antonioni, mas não foi para mim menos triste tal fato. Reconheço a importância dele na história do cinema. E mesmo sem ver nada dele antes de sua morte, é inevitável o aperto no coração ao escrever isto.
No mais, não muita coisa. Vi alguns filmes nas férias, e postarei inicialmente só as cotações.
Mas isso é menos importante. Fica para outra hora.

29 de setembro, 1912.
30 de julho, 2007.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Xeque-mate

Morreu hoje pela manhã o mestre Ingmar Bergman. Uma grande perda para o cinema mundial.


Obrigado por tudo. Que descanse em paz.
14 de julho, 1918.
30 de julho, 2007.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

mais do mesmo

Saiu esses dias o trailer do 'Darjeeling Limited', novo filme do diretor/produtor/roteirista Wes Anderson. E parece que vai ser mais do mesmo. Cores, problemas em família, fotografia, problemas em família, enquadramento, problemas em família, Owen Wilson, problemas em família. O que não deixa de ser muito agradável, tratando-se de tal diretor. Como já prenunciava em seu 'Os Excêntricos Tenenbaums', "Family is not a word. It's a sentence.".
A parceria Wes Anderson/Owen Wilson/Anjelica Houston se repete pela terceira vez, prometendo mais excelentes momentos. Deixo aqui o trailer desta nova jornada.



Impressão: mais um bom roteiro, mais música boa, mais owen wilson, mais técnica. Enfim, mais do mesmo.

domingo, 22 de julho de 2007

every day above ground is a good one

Hoje, às 22h, se inicia a quinta e última temporada de Six Feet Under (A Sete Palmos) no Warner Channel. Mas infelizmente não pretendo acompanhar. Até hoje não assisti muitos episódios da série e não gostaria de acompanhar o final sem ter visto o início. Eu sei que não ia afetar em nada acompanhar a série em sua ordem cronológica alterada, pois esta não é daquelas em que segredos são revelados com o passar da trama. Só é objetivada em acompanhar o cotidiano de uma família proprietária de uma casa funenária. Algumas descrições citam a família como disfuncional e, sinceramente, não vejo de tal forma. Apenas se (e esta idéia me cai bem) toda e qualquer família for disfuncional.
Descobri a série tarde demais, e as dublagens da Warner, apesar de não serem ruins, comprometem o meu interesse pela exibição da série. Curiosamente, é a única série exibida pela Warner com dublagens. Vai entender tal lógica...
Um amigo meu reclama ao falar que eu só assisti uns 10 episódios da série e considero esta a melhor série de todos os tempos da televisão. Mas quão longe você precisa ir para saber se algo é realmente bom ou ruim? 10 episódios são pouco, realmente, e já acho o suficiente pra fazer tal afirmação. A qualidade daqueles juntos é muito superior à qualquer série completa que já passou pela tv paga.A direção, o roteiro, as interpretações, a delicadeza com que os temas são tratados, tudo, fazem desta uma obra completa. Consegue falar de assuntos polêmicos sem ser polêmica. Magnífico trabalho da HBO que vai ser difícil de ser superado.Só me falta o dinheiro e o tempo para comprar os boxes de todas as temporadas e começar a assistir de vez.
À melhor série de todos os tempos, mesmo sem tê-la assistido por completo.
Six Feet Under. 2001-2005. Alan Ball.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

semana de comemorações [2]


"Senior Ed Bloom: You're lucky to get four words out of them in English, but if you were to walk through the jungle, you'd hear them speaking the most elaborate French. Those parrots talk about everything. Politics, movies, fashion. Everything but religion.
Will Bloom: Why not religion, Dad?
Senior Ed Bloom: It's rude to talk about religion. You never know who you're gonna offend."
Big Fish - Tim Burton

Essa semana faz aniversário o melhor filme que já vi sobre a morte, o sentido da vida, e religiosidade (não religião). O Sétimo Selo, do mestre Ingmar Bergman, completa 50 anos e continua tão atual quanto sempre foi e sempre será. Tratando de dúvidas inerentes à natureza humana, torna o filme tão universal, que é difícil qualquer pessoa assistí-lo e ficar indiferente a tal. A experiência é tão angustiante quanto os próprios questionamentos que o filme propõe.
Por um acaso, assisti o filme esta semana, na segunda-feira, em um ciclo Ingmar Bergman que aconteceu esta semana no Espaço Cultural Casa do Lago, na Unicamp. E após assistir o filme, soube que ele estava fazendo aniversário. Infelizmente, não pude assistir aos outros filmes da mostra, mas consegui assistir outros filmes esta semana.
O Sétimo Selo (1957). Ingmar Bergman.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

semana de comemorações


Hoje faz um ano e um dia que contribuo com o clickarvore. nesse tempo foram 209 árvores plantadas e a ocupação da posição 11347 no ranking geral. Isso significa que tem muita gente plantando por esse Brasil. Já foram 9413204 mudas neste tempo de existência do site.
Pra quem não sabe como funciona, basta você se inscrever no site [link no menu ao lado], gratuitamente, e se tem o direito de plantar uma muda em uma área de reflorestamento por dia. Se quiser plantar mais, cada muda sai pelo preço de R$1,20. Não é muita coisa, mas já é algo que a gente faz pelo meio ambiente.
Tá, o Bradesco patrocina o site. E sim, provavelmente ele recebe benefícios fiscais, provavelmente isenções, por causa desta "boa ação". Mas isto está previsto em lei, não é nenhuma maracutaia. Se quiser culpar alguém, culpe o governo. E depois espere que o governo tome alguma ação em defesa do meio ambiente. Eu, sinceramente, cansei de esperar. E prefiro que o meu imposto sirva para financiar estes projetos de iniciativa privada do que ficar sustentando a inércia de meia dúzia que não fazem muita coisa além de roubar. Às vezes, parece que o neoliberalismo é a única saída ao Brasil.

terça-feira, 17 de julho de 2007

a dama na água


De longe, o pior filme do Shyamalan. A Dama na Água mantém os elementos dos outros filmes do diretor. As tragédias familiares, a tentativa de superação de um problema, a busca de autoreconhecimento. Está tudo lá. Segue também a linha do seu penúltimo trabalho e tem lá as suas metáforas para o nosso mundo. Mas todas elas caem por terra quando o diretor desvia o mote do filme para se autopromover.
O roteiro é do próprio Shyamalan, assim como em seus outros filmes. Mas aqui, ele se cobre de prepotência e se defende antecipadamente das críticas negativas que podiam surgir sobre a película. E faz da pior forma possível.
Ele introduz na história a personagem de um crítico famoso, deixa claro que o crítico não entende nada de interpretação, para depois simplesmente matar o crítico em uma cena inútil. Percebemos que o crítico está ali apenas para ser massacrado pelo diretor mesmo.
Os cortes de uma cena para outra são muito rápidos no início, não condizendo com um conto de fadas. A edição está incoerente com a história, aparentando muitas modificações sobre a versão original. Ele não é um diretor ruim. Além da escolha dos planos, o seu histórico nos mostra isso. Porém precisa aprender a lidar consigo mesmo.
Ainda se dá um papel de destaque, escritor de um livro que mudará a humanidade. Nada contra a participação de diretores em cena, parece ser divertido. Mas caso ele queira se dar um papel importante na trama, que ao menos tenha um mínimo de noção sobre interpretação. Cabe ao diretor tal bom senso. E o bom senso foge completamente ao Shyamalan neste seu trabalho.
A Dama na Água (2006). M. Night Shyamalan